segunda-feira, 23 de junho de 2008

Barrigudinhos

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!
Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga.
Se for musculosa, torneada, estilo ‘tanquinho’, fuja!
Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura.
É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Senão, não presta.
Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não!
Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável.
Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão.
Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo.
Já os ‘tanquinhos’ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.
Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também.
Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo pra beber a mistura patética de vodka com ‘clight’ que trouxe de casa..
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.
E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um ‘ah, amor, ‘Quarteirão’ é gostoso, mas você podia provar uma ‘McSalad’ com água de coco’. Nunca!
Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.
Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia!
Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga… Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.
Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta.
Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.
E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico.
E eles aprenderam a conversar, a serem bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.
É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

Danusa Leão para o Estado de São Paulo - in Manual do Canalha

A verdade dói

Tia velha pensa muito. Não que não existam coisas pra se fazer, mas enfim, meu passatempo preferido ultimamente tem sido pensar ( e por favor, eu tenho mais que dois neurônios...) ; Mais especificamente, depois de ter tido mais uma desilusão. Sim, eu ainda me iludo ( e muito) com os meninos...ai, os meninos. Mas enfim, como eu ia dizendo... tia velha pensa muito. E esses dias, ouvi lamúrias de algumas amigas que como eu, são mulheres lindas, de certa idade (ok, tias tb), indepedentes financeiramente, e nada puritanas (sexualmente falando) e que estão dentro das estatísticas, ou seja: sozinhas.

E então, eu me perguntei ( num exercício desesperado de auto-confiança ) o por que disso tudo. Eu precisava acreditar que a culpa, efetivamente, não era minha. Ou das minhas amigas. Mas então, por que NÓS estamos sozinhas? Caramba, por que? Somos lindas, divertidas, gostosas e sexualmente libertas, além de inteligentes e independentes!!! Por que ainda procuramos um homem que esteja à nossa altura? Ou enfim, por que ainda procuramos um homem? E então eu vislumbrei a resposta. Eureka! Simples como dois mais dois. Os homens preferem as loiras; As burras; As pobres; E as chatas e/ou complicadinhas. Explico: Loiras dão vista, todo mundo enxerga uma loira em um país de pessoas morenas e mestiças – e os caras gostam de um troféuzinho; Burras não tem opinião própria, mal e mal tem gostos próprios; Pobres não desafiam o instinto masculino de superioridade (no caso, a financeira); e as chatas e/ou complicadinhas sempre serão “aquela” desculpinha pra poder “pular a cerca” de forma menos “dolorida” para eles. Resumindo tudo, eles caras amigas, não suportam serem ameaçados em tempo integral (nós, tias liberadas e blá blá blá, somos uma ameaça)....sim, por que uma ameaçadinha assim de vez em quando, vá lá. Mas sempre....não, isso não.

Isso (esse lance da ameaça) é empregado principalmente no fator sexo. Se você é uma mulher liberada, finja ser uma santa. Ok, não sou partidária de mentiras, mas enfim – quando a coisa fica preta, qualquer anjo ou reza serve. Não comente nada sobre suas tórridas noites de sexo selvagem por que ele não vai querer saber, se quiser te transformar na “matriz”. Por que? Por que mulheres liberadas assustam. É verdade. Daí eles, antevendo a possibilidade de não te satisfazerem condizmente, vão pular fora. Vão ter medo de brochar. Ou de querer algo sério, e aí, o medo de brochar muda para o medo do que os amigos vão pensar se ele se apaixonar pela mulher liberal – que eles seguidamente confundem com “mulher fast-food”. Sad, but true.

Mas, se por acaso você for (ou virar) a “matriz”... acredite: ele pode muito bem ser fiel – mas isso levará um tempo determinado que não vai muito além de 2 anos (no máximo). Explico: Homem é criado pelo pai pra ser o comedor da vizinhança. Quantidade é o lance. “Come meu filho, tu és homem. Tá na Bíblia, crescei e procriai”. Mulher não. Mulher tem que se guardar pro marido. Afffffffffff...

Logo, pode tirar da cabeça que só por que ele está apaixonado, não vai olhar pra outra ou até pegar outra. Ele vai. Ah, vai... Questão de tempo. Aí, vai da tua cabeça de mulher bem-resolvida aguentar o tranco. Ou não.

Mas, voltando ao objetivo desse post... a verdade do porque estamos sozinhas é apenas uma: consciente ou inconscientemente, o macharedo nos subdivide em duas categorias. As mulheres para namorar, e as mulheres pra pegar. As da primeira definição, são as santinhas, gostosas e geralmente burras e chatas (não to dizendo que as mulheres inteligentes e legais não namoram nunca, só digo que ultimamente é muuuuuuuuuuito raro, e se você é uma dessas, parabéns!). As mulheres pra pegar, são as liberadas totalmente (financeira, intelectual e sexualmente falando). Transam por que querem, fazem o que querem e PT saudações. E é por isso, que eu continuo aqui. No meu caritó.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

e pra hoje...

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas,
"Vaidade das vaidades, e tudo (é) vaidade".

Vinte e nove

"Todo mundo é um pouco torto, me falou um amigo quando viu que eu estava certa: meu umbigo deveria ser mesmo mais para a direita. O que me incomoda agora, que eu vou fazer trinta anos, não é exatamente o fato de eu ser um pouco torta como todo mundo, mas o fato de eu ter descoberto que era tudo mentira. Era mentira que a vida se resolve aos trinta. Com vinte anos a gente acha que tudo vai se resolver aos trinta: nosso corpo, nossa auto-estima, nossa conta bancaria, nosso peito vazio, nossa vida amorosa. Mas eu continuo torta e se bobear a coisa só piorou. Pior: minha ficha caiu e tenho certeza que não estarei menos torta aos quarenta. Não existe a grande e absoluta transformação. E aos trinta, em plena grande e absoluta transformação, você descobre isso. Todo mundo é um pouco torto, penso enquanto tomo banho e decido não ir nem a pau até a Lapa. Ando mais do que meio torta, cheia de dor nos ombros e prefiro mais é curtir a novela esticada no meu sofá. O que eu vou fazer lá? Me certificar pela milésima vez que odeio multidão e odeio esse clima de paquera “olá rapazes, vim até aqui para vocês compararem a minha bunda com aquela idiota marombada de dezenove e me dar nota quatro”. Tô fora. Não li esse monte de livros e não repensei zilhões de vezes a minha existência para ser reduzida a isso. Ser comparada à mulher melancia. Aí uma voz chata pra cacete grita dentro de mim: você vai sim, sua velhota encalhada. Que ficar esparramada no sofá que nada. Novela? Enquanto o mundo faz sexo você vai assistir novela? Vou. Vou sim. Porque to me lixando pro mundo que faz sexo. 90% desse mundo têm ejaculação precoce e os outros 10% não vão te ligar no dia seguinte. Vou ver novela. Tá decidido. Uma preguiça em arrumar homem. Novela pelo menos avisa “é a última semana!”. Homem some no auge da primeira. Aí eu saio do banho, super decidida a não ir à Lapa e...é, eu sofro em colocar um pijama em plenas oito horas da noite. Cedo, né? Como é que eu vou casar desse jeito? Não vou. Esse papo de que homem bom você conhece de dia. Sei não. Quem é que vai me abordar no supermercado e dizer “Chuchu? Que legal! Eu também adoro eles!”. Não rola. E no trabalho? Não rola. Na época que eu era publicitária passei o rodo mas agora, escritora, quem é que eu vou pegar se trabalho sozinha em casa? E tem outra também: passar o rodo combina com vinte anos. Com trinta você começa a chorar quando vê mulher grávida. Chorar em casamento. E, principalmente, chorar porque ainda não casou e nem está grávida. Ok. Então eu vou. Vai que. Vai que hoje conheço alguém legal. Tudo bem que nos últimos quinze anos de balada (comecei com catorze) nunca conheci. E olha que na adolescência qualquer coisa não gorda e cheirosa tava valendo. Mas vai que. Não? Não! Não, Tati. Pensa bem. Olha sua caminha lá. Te esperando. Seus livros. O creminho de fazer massagem nos pés. Pra que voltar fedendo cigarro? Pra que ver gente que se odeia fazendo uma coisa que só as pessoas que se amam muito deveriam fazer juntas: tentar ser feliz. Um bando de gente perdida, saindo pelas ruas feito baratas no calor. Em busca de alguma coisa. Mas que coisa, gente? Marido é que não é. Ou é? O que mais me dói é lembrar que eu tinha certeza que já estaria fora dessa vida com trinta anos. Com trinta anos? Eu pensava. Já vou estar ao lado do amor da minha vida. Pintando o quarto de salmão, que acalma o bebê. Rica. Bem resolvida. Cozinhando. Sem medo que minha mãe morra. Com a voz firme. E a bunda também. Com trinta anos eu vou ter um carrão. E uma casa fashion com vista para árvores. E vou ajudar crianças carentes. E vou ter cara, roupas e postura de mulher. Afinal, são trinta anos. Nada disso. Nada. Eu ainda me pego, vez ou outra, fazendo a combinação bizarramente juvenil de blusinha decotada com jeans apertado. Eu não sei onde é a minha casa. Porque eu tenho um ap alugado em São Paulo, que é onde eu moro, eu tenho um ap alugado no Rio, que é onde eu trabalho e eu tenho um ap que não é alugado, mas é da minha mãe. Eu não sei ligar uma máquina de lavar sem ligar antes para a minha mãe. Eu não sei cozinhar kinua sem antes ligar para a minha mãe. E, pela quantidade de vezes que eu falei na minha mãe só nesse parágrafo, já deu pra perceber que ainda faço terapia de medo que ela morra. O que um ser com idade mental de doze anos vai fazer num mundo sem mãe? Mas eu não vou à Lapa. Tá decidido. Eu não bebo, eu não fumo, eu não faço sexo com idiotas (decidi isso faz pouco tempo, depois de praticamente ter ganhado carteirinha do clube “eu dou para idiotas”) e eu tenho pavor de peles desconhecidas esbarrando em mim. Pavor. Eu não vou. Bebida pra mim é vinho, bem acompanhada. Restaurante chique. Ar condicionado. Boa música. Nesse quesito pareço alguém que vai fazer trinta anos. Lapa é para quem tem vinte. Vinho a dois para quem tem trinta. Mas esse é justamente o problema. Entendem? Eu não tenho, nesse momento, ninguém para dividir comigo as maravilhas de se ter trinta. Então, acabo me perguntando: será que eu não deveria ir à Lapa? "

By Tati Bernardi. Vai .

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Enfim

Estamos na semana mais eca do ano todo (pior inclusive q a semana santa....odeio comer peixe por obrigação)....a semana cuti-cuti dos namorados. Odeio realmente todo o circo midiático dessa data. Tinha q ter alguma coisa pra quem não tem namorado....não é? Q raiva! E o pior, é q segundo as estatísticas, sobra mulher, falta homem e cada dia tem mais veado no mundo. Nah, nada contra os gays, mto pelo contrário... mas pô neh? ninguém merece não ter ninguém (que preste). Essa é a semana q só serve pra ver pombinhos por aí...odeio isso.... e eu ainda vou fazer uma camiseta com a minha frase: 'odeio casais felizes'....eeeeeeeeeeeeeeeeeeerght.


bom, fui construir meu bunker. só saio de lá qdo passar essa semana. Inteh.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

últimos dias

Ultimamente, não tenho conseguido sair de casa pra nada... acho que é o frio, sei lá. Não me animo nem pra ir na padaria, comprar um quindim (amo quindim, bem coisa de tia velha mesmo). Ai, ai...queria tanta coisa, no escuro do meu quarto, e na quietude da minha cabeça, que vou te dizer...

mas uma boa animação, já seria um ótimo começo. De qq maneira, obrigada papai do céu, por mais um dia nessa terra.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Post Inaugural

Tá frio, tá chovendo, eu tô com cólica e sem namorado. Namorado Presente fisicamente, diga-se. Sim, pq eu sou insana a ponto de ter certeza que a minha alma gêmea mora lá do outro lado do país, numa terra quente e maravilhosa. Ok, ok, eu sou quase balzaca e tenho que me ater a qualquer esperança ínfima de felicidade. Ok, ok, os hormônios já estão me deixando meio biruta. Mas enfim, o q é o ser humano, senão um ser ultra mega biruta? Duvida? Olha o q nós estamos fazendo com o planeta! e nós comemos animais mortos! Eca!